Divulgando

Recebi este e-mail esta semana e quis compartilhar esta reportagem para, desta forma, demonstrar minha indignação.
Intolerância à fé

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16)

Não se espantem se o meia Kaká, da Seleção Brasileira, começar a ser “espancado” pela imprensa nos próximos dias. A imprensa detesta o Deus e a religião que Kaká professa. Senão, vejamos: “Kaká e muitos outros jogadores independentemente de suas religiões não precisam agradecer publicamente a Deus, que é representado por Jesus, Alá, Amon, Jeová, Oxalá, Brama”.

A frase acima é de Antônio Maria Filho, jornalista esportivo desde 1970 e que cobriu as últimas nove Copas do Mundo. A declaração foi postada no ‘BlogdoMaria’, na página do UOL Esportes, nesta quarta-feira (23/06/2010). Espelha, sem dúvida, a opinião que a maior parte da imprensa tem do modo como Kaká e outros jogados professam a sua fé.

Há tempos o jornalista Juca Kfouri vem reprovando publicamente, por meio de seu Blog na Internet, os agradecimentos públicos que Kaká faz a Deus. Na última segunda-feira (22/06/2010), Kaká aproveitou entrevista coletiva, e uma pergunta feita pelo filho de Juca, André Kfouri, para manifestar sua revolta contra a mordaça que parte da imprensa tenta impor a alguns jogadores de futebol.

“Há algum tempo os canhões do seu pai são disparados contra mim. A artilharia dele está voltada contra mim. Eu queria aproveitar a pergunta para responder às críticas que ele vem fazendo, e o que me deixa triste é que o problema dele comigo não é profissional, mas porque ele não aceita minha religião. Porque eu sou uma pessoa que segue Jesus Cristo. Eu o respeito como ateu, e gostaria que ele me respeitasse como [seguidor de] Jesus Cristo, como alguém que professa a fé em Jesus Cristo. Não só a mim, mas a todos os milhões de brasileiros que acreditam em Jesus Cristo”.

Poucas horas depois, Juca Kfouri voltou a atacar o jogador: “Critico sim o merchandising religioso que ele (Kaká) e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo. Um tal exagero que a Fifa tratou de proibir, depois do que houve na comemoração da Copa das Confederações”.

É notório o incômodo que a fé professada por Kaká e outros jogadores causa em parcela da mídia. A partir daí, cabe uma pergunta: por que a mídia defende tanto a liberdade (de imprensa, inclusive), condena os preconceitos e os preconceituosos, se mostra aparentemente tão liberal (tentando nos impor tantas coisas “goela abaixo”), e, entretanto, condena um simples gesto de agradecimento a Deus? Onde fica a tão defendida “liberdade de expressão”?

Como se vê, a mídia odeia a censura, mas é ávida em censurar e ditar costumes e até o modo como as pessoas devem ou não manifestar sua fé. Já é hora de reagirmos contra esse patrulhamento que a imprensa intenta contra aqueles que optaram por acreditar em Deus e na Bíblia.

Esse novo modelo de tirania disfarçada que a mídia procurar impor aos evangélicos não pode subsistir. Como cidadãos, pagadores de impostos, agentes do bem e da paz, não temos qualquer motivo para permanecer acuados ou esconder a nossa fé.

Conforme o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, e que, apesar da mídia, vigora até hoje, “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

O artigo 19, do mesmo texto, afirma que “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Não é a Bíblia, mas a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tão defendida pela mídia, que garante a liberdade de crença e a livre manifestação da fé, seja ela qual for. O trecho da declaração, porém, foi e é sumariamente ignorado pela imprensa.

A própria Fifa fingiu desconhecer o texto e proibiu, na Copa do Mundo de 2010, que os jogadores de futebol manifestassem, por meio de camisas, a fé em Deus. Tudo porque, na final Copa das Confederações, em 2009, os jogadores fizeram uma espécie de culto no gramado.

“O Brasil só não foi punido porque a oração foi feita após a partida. Sete anos antes, na conquista do pentacampeonato, o comportamento dos jogadores já era alvo da observação da Fifa, que mostrou descontentamento com o que teria considerado excesso de referências religiosas”, registrou um site evangélico.

Na Copa da África, para fugir da nova regra imposta pela Fifa, Kaká mandou imprimir na parte superior da chuteira, popularmente chamada de “língua da chuteira”, a frase “Jesus in first place” (Jesus em primeiro lugar). Praticamente isolado, Kaká tenta reagir ao patrulhamento da Fifa, à intolerância à fé e às imposições da mídia. Seria bom se mostrássemos que Kaká não está só.

André Alves

Jornalista

Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O autor é repórter do jornal A CRÍTICA e teve passagens pelos jornais Diário do Amazonas, Correio Amazonense e O Estado de São Paulo (free lancer).

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