Meu rumo

Meu rumo às vezes vai à feira e me deixa, sem ter tomado café, na sala escura de uma manhã chuvosa e assistindo Tom e Jerry na TV sozinha.
Meu sorriso vem fácil e o choro na mesma proporção.
Quando meu rumo está ausente e a chuva engrossa e a fome dói o desespero quer se instalar.
Então me levanto, desligo a TV, abro a janela e mesmo que ainda chova a claridade do dia penetra a casa e a tristeza começa a desaparecer. E quando eu menos espero o rumo chega, e veio da feira, trazendo o alimento. Mas nada é como parecia ser.
Meu rumo nunca me deixou e ele não é como quem me abandona.
Ele é muito mais do que eu pensei, é meu guia e presente até nas manhãs chuvosas.

Wanessa Castro

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